22 de fevereiro de 2018

5 março | Oliveira do Bairro | Novo Regulamento Geral de Proteção de Dados


A ACIB e a Inova-Ria vão promover um workshop sobre o Novo Regulamento Geral de Proteção de Dados a 5 de Março, no Espaço Inovação em Oliveira do Bairro.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) passará a ser aplicado directamente a partir de 25 de Maio de 2018, e vem substituir a actual directiva e lei de protecção de dados pessoais. O novo quadro legal traz algumas mudanças significativas que terão diferente impacto na vida das organizações, consoante a sua natureza, área de actividade, dimensão e tipo de tratamentos de dados pessoais que realizem.

Consulte o programa e mais informação AQUI

21 de fevereiro de 2018

28 fevereiro a 4 março | BTL 2018 | Lisboa | Turismo Centro de Portugal - Destino Convidado



No stand da TCP estará um técnico da equipa de Apoio ao Investimento Turístico disponível para a realização de reuniões durante o evento, sendo solicitada a marcação prévia através do número 925 402 692 ou do e-mail viriato.dias@turismodocentro.pt

Veja o vídeo promocional do evento AQUI

20 de fevereiro de 2018

Turismo experiencial (des)tranca portas no Centro (Capítulo II)


Os escape rooms são uma atividade de turismo experiencial em expansão em Portugal. O desígnio é simples: Cinco pessoas são trancadas numa sala e têm 60 minutos para escapar. Para conseguir, vão ter de seguir várias pistas, aceder a passagens secretas, desvendar enigmas e, acima de tudo, trabalhar em equipa. É uma experiência completamente imersiva, as salas são temáticas e têm uma narrativa específica que cria uma atmosfera que envolve os participantes. Turistas, grupos de amigos, famílias, festas de aniversário, despedidas de solteiro(a) e eventos de team bulding para empresas, os públicos são muito diversificados. São vários os espaços em actividade na zona Centro do país. Por trás de cada escape room há um empreendedor que se apaixonou pela actividade e decidiu arriscar. Destrancaram-nos as suas portas e partilharam connosco as suas motivações, lutas e desígnios por trás de um investimento. Chamam-lhes Game Masters. Estas são as suas histórias.



Can you escape 
Salas: “O Exame Final”, “Virus NH-248”, “Flash Game – A Vingança”
WebsiteCan You Escape

Hélder Duarte tinha 9 anos quando dissecou o seu primeiro televisor. O bisturi era movido por um misto de curiosidade e encanto. Os cadáveres acumulavam-se no quintal. O seu vizinho reparava aparelhos eletrónicos e tudo o que ia para o lixo, Hélder e o irmão aproveitavam. Passavam as tardes, entretidos, a desmanchar e aproveitar alguns dos órgãos. “As colunas para montarmos sons, o transformador, entre outros componentes”, relembra hoje, 30 anos volvidos. O vizinho ensinou-o a soldar, juntamente com pequenos outros artifícios do ofício. Foi a primeira semente. O fascínio pela eletrónica cresceu, floresceu para a robótica e para a informática (onde se formou). E foi uma peça determinante no escape room que montou.


Conheceu a actividade em Lisboa, com um conjunto de amigos. Adoraram e o conjunto passou a equipa. Começaram a viajar juntos para fazer outros jogos, noutras cidades, noutros países. 
Hélder sentia-se cada vez mais atraído pelo conceito. “Sempre fui um entusiasta de enigmas, mistérios e quebra-cabeças”. Era 2016 e em Aveiro não havia nenhum, o mais próximo situava-se em Coimbra. “Decidi juntar o útil ao agradável e abrir a primeira sala para testar o conceito”.

A grande “dor de cabeça” foi a procura pelo imóvel certo. Após algumas pesquisas e muitas visitas, encontrou o "espaço perfeito". Um local central e "muito amplo". Devido ao conceito ser novidade na cidade, Hélder optou por manter a natureza do negócio em segredo até formalizar a escritura com o senhorio. No dia da assinatura, teve de abrir o jogo e explicar qual seria a utilização dada ao espaço. Explicou o que era um escape room e em que consistia a atividade.
“O senhor ficou atónito pelo facto de eu ir trancar pessoas dentro de salas, que em pânico, seguramente, iriam rebentar portas ou janelas para conseguir sair dali, destruindo o espaço dele”, relembra Hélder. “Por muito que tentasse demovê-lo não consegui, e tivemos de voltar à estaca zero”.

Encontrou uma alternativa num escritório numa das principais avenidas da cidade. Acabou de desenhar o jogo, criou os enigmas e remodelou o espaço em conformidade. Com a ajuda de amigos que trabalham na área, ergueu divisões, instalou engenhos eletrónicos, estabeleceu passagens. “Essencialmente, tentei criar um espaço com uma dinâmica que me divertisse enquanto jogador”.
Embora tenha deparado com inúmeros desafios, considera que o principal foi “deixar à sala à prova de ‘aberturas à sorte’ e garantir que tudo só poderia ser resolvido usando a lógica e dedução correta”.




Em Agosto de 2016, a Can You Escape abria as suas portas, que escondem três desafios. Uma investigação no escritório do principal suspeito de um roubo de arte no museu da cidade, um laboratório em quarentena contaminado com um vírus e um “flash game”, um jogo com duração de 30 minutos, com nove enigmas para resolver, “um conceito metade do tempo/ metade do preço, mas com toda a emoção de um escape room”, informa Hélder.

Para além de organizar jogos destinados a empresas, com possibilidade de albergar centenas de participantes, a Can You Escape lançou este ano uma novidade. “Aliámos o nosso conceito aos jogos de tabuleiro”. Explica que é possível adquirir uma versão física ou digital de um jogo, que o utilizador pode depois instalar na sua própria casa.

Os principais clientes são grupos, “principalmente de estudantes”, colegas de trabalho, amigos ou famílias. “Outro grupo significativo, são as despedidas de solteiro”, acrescenta.
Grande parte dos participantes são atraídos pela curiosidade, sem nunca ter experimentado o conceito. “Eu diria que cerca de 80% de clientes únicos, realizam a primeira experiência nas nossas instalações”, afirma.
Inclusivamente, relembra um grupo de amigos que se estrearam no seu espaço e, entusiasmados com a experiência, decidiram abrir um escape room na sua cidade, o No Way Out (Porto).

Hélder considera que o conceito se tem espalhado de forma “uniforme” na Região Centro, a um ritmo “bastante aceitável”. “Diria que melhor até do que estávamos à espera”, complementa. “Hoje, temos muita gente que apesar de nunca ter jogado, já sabe o que é um escape room”.
Desempenha a atividade em part-time. Noites e fins-de-semana. “Vejo-a como um hobby, encanta-me e consigo rentabiliza-la, minimamente”.

Continua motivado e entusiasmado. “Mais ainda que no primeiro dia”, refere. “Cada jogo é um jogo, cada equipa é uma equipa”. As dinâmicas de participação são tão diversificadas que, por vezes, surgem soluções “mirabolantes” para os enigmas. Nessas situações, rouba-se o adágio de Lavoisier. Não se perdem, Hélder transforma-as: “Apesar de erradas, essas soluções são tão giras que pedimos autorização aos jogadores e usamo-las noutros enigmas nas nossas outras salas”.
“Brutal” é a palavra que escolhe para definir o acompanhamento dos jogos, enquanto Game Master. “Acho que me divirto tanto como as próprias equipas”.



Solve & escape
Salas: “O Segredo do Capitão Dionísio” e “O Pirata Barba Negra”
Website: Solve and Escape

Entusiasmados, Heitor e Nuno, percorrem cada quilómetro da A1 em plena euforia com o que acabaram de viver. Ambos são professores (Matemática e Educação Visual), têm 48 anos e estão possuídos por duas convicções. Uma: Acabaram de experienciar algo extraordinário. Segunda: eles próprios, vão criar uma experiência extraordinária.

Decorria o verão de 2016 e tinha sido a sua primeira visita a um escape room. Já tinham ouvido falar no conceito e até debatido, meio na brincadeira, a possibilidade de vir a abrir um em Aveiro. Cinco minutos depois de terem experimentado, a decisão estava tomada. “O interesse foi despertado pelo conceito em si e por, desde logo, termos começado a imaginar enigmas e outras situações que nos pareceram que poderiam ser ainda mais aliciantes do que as que tínhamos acabado de fazer e que já eram fantásticas”, afirma Heitor.
Em Outubro desse mesmo ano, surgia o Solve and Escape.


Residentes em Aveiro, decidiram escolher temáticas para os jogos que fossem associadas a essa cidade costeira. Em “O Segredo do Capitão Dionísio”, um velho pescador, sem descendentes, procura herdeiros a quem deixar um valioso tesouro que encontrou. Já “O Pirata Barba Negra” é uma caça ao tesouro para os mais pequenos. “É o primeiro Escape Room português inteiramente desenhado para crianças”, afirma Heitor.


Ambos os jogos foram instalados numa loja no centro da cidade. Para além da conveniência da localização e da amplitude do espaço, um outro fator caricato pesou na escolha. A decoração anterior da loja incluía portas tortas, com inclinações tão acentuadas que parecem impossíveis de abrir. “Estando no interior a olhar para elas, dá-nos uma sensação de que o chão se está a mexer, criando um efeito parecido ao que se sente quando estamos num navio”, complementa Heitor.
Fora do âmbito marítimo, há ainda dois jogos suplementares. “Pandemia” e “Asylum”, jogos portáteis, destinados a serem instalados em empresas ou eventos com um grande número de participantes.

“Todos os nossos jogos são integralmente da nossa autoria, desde a idealização à materialização”, refere Heitor. A dupla empreendedora já visitou mais de 30 escape rooms, dentro e fora de Portugal. Sempre juntos. E sempre com o mesmo espírito de entusiastas encantados.


Heitor considera que a introdução do conceito dos escape rooms na cidade e na zona Centro em geral tem sido lenta. “Aos poucos vai-se tornando mais conhecido”, afirma, fazendo questão de sublinhar que tal se deve “apenas à menor densidade populacional”, comparativamente com Porto e Lisboa, onde o fenómeno “está muito bem inseminado”, pois no que diz respeito à qualidade, “há salas fantásticas nesta zona do país”.

A maior parte dos seus clientes são grupo de amigos e famílias. Depois empresas e, por último, turistas.
Mantêm sempre um registo da proveniência dos visitantes. Muitos deles, metem-se à estrada com o intuito de enfrentar os mistérios do Solve and Escape: "70 por centro é do Grande Porto e desloca-se propositadamente para vir fazer o nosso jogo. Felizmente as críticas que temos tido são excelentes e quem nos visita, normalmente, recomenda aos amigos”.

Ambos os professores continuam a exercer as suas profissões, que conciliam com esta nova atividade. “Por vezes há alguns constrangimentos na gestão do tempo disponível. Mas, com uma dose adicional de sacrifício pessoal, temos conseguido dar conta do recado”, afirma Heitor.

O prazer de criar os jogos e testemunhar satisfação com que os clientes os terminam é a “grande recompensa”. A rentabilização do investimento é positiva, embora, Heitor faça questão de ressalvar: “Não é, de todo, uma atividade muito rentável como eventualmente se poderá pensar”.
No entanto, a dupla vai expandir. Neste primeiro trimestre está prevista a abertura de mais uma sala, agora em Viseu: “Decreto-Lei n.º 39749 – PIDE”. Um tema escolhido, mais uma vez, pela associação à região, sendo Salazar natural de um concelho do distrito de Viseu.
“Sou proprietário de um espaço numa galeria comercial da cidade que está vazio, decidi rentabilizá-lo”, afirma Heitor, que se revela confiante nas perspetivas para o futuro. “Estamos convencidos que será uma atividade com cada vez mais entusiastas e que se tonará tão banal como uma ida ao cinema”.

19 de fevereiro de 2018

27 fevereiro | Covilhã | Divulgação das Oportunidades de financiamento do IFRRU 2020


Realiza-se no próximo dia 27 de fevereiro, no auditório Municipal da Covilhã, com início às 14h30, uma sessão de esclarecimento sobre as oportunidades de financiamento do  IFRRU 2020. O IFRRU 2020 é um instrumento financeiro destinado a apoiar investimentos em reabilitação urbana, que cobre todo o território nacional.

Para mais informação clique AQUI e faça a sua INSCRIÇÃO 

16 de fevereiro de 2018

Turismo experiencial (des)tranca portas no Centro (Capítulo I)




Os escape rooms são uma atividade de turismo experiencial em expansão em Portugal. 
O desígnio é simples: Cinco pessoas são trancadas numa sala e têm 60 minutos para escapar. Para conseguir, vão ter de seguir várias pistas, aceder a passagens secretas, desvendar enigmas e, acima de tudo, trabalhar em equipa. É uma experiência completamente imersiva, as salas são temáticas e têm uma narrativa específica que cria uma atmosfera que envolve os participantes. Turistas, grupos de amigos, famílias, festas de aniversário, despedidas de solteiro(a) e eventos de team bulding para empresas, os públicos são muito diversificados. São vários os espaços em actividade na zona Centro do país. Por trás de cada escape room há um empreendedor que se apaixonou pela actividade e decidiu arriscar. Destrancaram-nos as suas portas e partilharam connosco as suas motivações, lutas e desígnios por trás de um investimento. Chamam-lhes Game Masters. Estas são as suas histórias.


Puzzle Room
Salas: “Projecto 22” e “A Missão”
Website:
Puzzle Room


Foi naquela casa que Amadeu Vilaça viveu. Foi lá que estudou, que leu até os olhos doerem, que organizou tertúlias madrugada fora para desafiar quem ousasse combatê-lo no seu campo: o intelectual. E foi lá que desapareceu. No Bairro Marechal Carmona, em Coimbra, ninguém sabe o que aconteceu a Amadeu Vilaça. Há quem diga que viajou. Outros, juram que as suas faculdades intelectuais eram potenciadas por algo sobrenatural e que, inevitavelmente, pagou o preço desse vil acordo. Indiferente a toda a especulação, a casa com o número 22 permaneceu ali, intocada e congelada no tempo. 50 anos depois, as suas portas estão abertas para quem a quiser explorar e desvendar os seus segredos.


João Alves tropeçou no conceito dos escape rooms em Dezembro de 2014, durante uma sessão de teambuilding da agência de publicidade onde estava fazer uma formação. Foi no Puzzle Room em Lisboa. Saiu da sala fascinado e assombrado por um pensamento: “Isto tem tudo para resultar em Coimbra”. Encheu os proprietários de perguntas, pesquisou informações, fez propostas de parcerias. Do outro lado, encontrou recetividade e apoio. “Vamos a isto”. João agarrou o conceito e subiu a A1 com ele. Nunca mais o largou. 

Aproveitou uma casa devoluta num bairro da cidade, fez as obras necessárias, adquiriu os materiais, instalou câmaras em todo o lado. Foi-se habituando à sua presença. Num dos primeiros dias, após preparar a sala de jogo, sentou-se na sala de controlo e viu nos monitores um vulto a atravessar uma das salas e a vir na sua direção. Acabou por constatar que era um atraso na transmissão e que o vulto era ele, mas não se livrou do susto. 

João é arquiteto e concilia a profissão com o Puzzle Room. “A arquitetura dá-me dores de cabeça, isto dá-me alegrias”. Aprecia o “contacto diversificado com as pessoas” que passam na casa 22. Grupos de amigos, turistas, viajantes que aparecem “entusiasmados e carregados de malas e mochilas”, departamentos de empresas, gabinetes de advogados que participam de fato e gravata e mergulham nas narrativas. “Os mais velhos abraçam de forma extraordinária o jogo, são mais imersivos, os mais novos tendem a ser mais competitivos”, afirma.
No entanto, não faltam exceções. Relembra, com saudade, um casal sexagenário do Porto que fez um “jogo quase perfeito”. “Muito estrategas, comunicativos, a desarrumar com critério, ela particularmente competitiva”. No final, quiseram saber o tempo da saída, segundos incluídos. “Era o 11º jogo que faziam e tinham saído em todos”.

A diversidade dos públicos e das ações dentro da sala é tão acentuada que João já teve uma aluna de psicologia a usar a atividade do Puzzle Room para a sua tese. “Assistiu a 15 jogos e registou as reações coletivas em cenários de stress induzido, a variedade de atitudes, as dinâmicas, os elementos influenciadores”, recorda.
A própria adesão está longe de ser homogénea. Em Junho de 2015, João relembra um “mês absolutamente louco”, cheio de reservas. “O Junho seguinte foi o pior mês de 2016”. A única constante é a predileção pelos fins-de-semana. “São jornadas de manhã à noite”, que João não se importava nada de “dispersar mais por toda a semana”.

Quase três anos volvidos, João considera a procura crescente. “A flecha não tem subido à velocidade que esperava”, confessa, mas assume-se satisfeito com a “subida contínua”. “Há cada vez mais gente a pedir informações, é normal, esta atividade é um fenómeno nacional, com muitas reportagens na televisão e notícias nos jornais”, complementa.


O Tripadvisor traz imensos clientes de fora. Na sala de controlo há um mapa mundo cheio de bandeirinhas coloridas. Rússia, Brasil, Angola, Austrália, Estónia, Grécia, Africa do Sul, Hong Kong. Já entrou gente de todos os continentes na porta 22 da Rua Bartolomeu Dias. João relembra um casal dessa última cidade, que fez um jogo num domingo de Páscoa. “Desconheciam o significado familiar que atribuímos a esse dia e ficaram bastante sensibilizados quando lhes expliquei”, afirma. Não escaparam, mas “saíram felizes”. 
Um choque cultural maior ocorreu com um casal do Kuwait. A mulher envergava um hijab e logo no briefing foi notória a distância e a inibição no contacto. Lá dentro, a inibição manteve-se. “Não mexas aí que isso não é teu”, advertia inúmeras vezes o marido. João, cá fora, desesperava. “Ela estava a anos luz dele, muito mais criativa, curiosa, dedutiva. Estava sempre no caminho certo, mas ele obstruía o avanço”.

O preço que se pratica em Portugal é um forte atrativo para os estrangeiros. Em imensos países, a procura já fez evoluir os preços para outros patamares. “Em Inglaterra, Alemanha, Holanda, Dinamarca, paga-se quase tanto por pessoa como cá se paga por um único grupo”. João já perdeu a conta às vezes que ouviu a frase: “Ainda não tínhamos experimentado porque no nosso país é muito caro”. Quando visitam Portugal, “levam uma barrigada de jogos feitos”.

Nesta atividade, o retorno do investimento não é demorado. “O investimento em cada jogo é sempre calculado. Procuramos que seja recuperado nos primeiros meses após o lançamento”, afirma João. Complementa de seguida: “Superada essa etapa, a preocupação centra-se na manutenção do espaço e reposição de componentes de jogo que vão sofrendo o desgaste inerente à sua utilização”.

João vislumbra um futuro muito positivo para a atividade. “O crescente número de espaços por todo o país ajuda a reforçar a ideia que as pessoas se identificam cada vez mais com esta forma de entretenimento e procuram-na em variadíssimas ocasiões”, afirma. E garante que o entusiasmo se mantém inalterado desde o primeiro dia que abriu as portas. “Quando nos apercebemos que o produto que desenvolvemos deixa os participantes felizes e com vontade de regressar, temos o melhor retorno que se pode desejar”. 

Longe vão os dias em que os vizinhos se intrigavam com o que raio se passava naquela casa com luzes vermelhas e com tanta gente aglomerada às suas portas. “Muitos já vieram experimentar”, afirma, sorridente. O sorriso estende-se a uma gargalhada quando relembra o dia em que uma senhora, após sair deslumbrada do jogo, confessou porque tinha demorado tanto a experimentar: “Ouvi dizer que se passavam coisas obscuras aqui dentro”.
O passado do local continua envolto em mistério. João desarma sempre a curiosidade com um sorriso enigmático. A casa existe, o intelectual também existiu e respirou-se erudição entre as suas paredes. Nesta história, talvez seja ténue a linha que separa realidade da ficção. 



Brain Maze
Salas: “Ground Zero” e “Hostel Ignez”
Website: Brain Maze


Ouve-se o ranger da madeira ao subir as escadas de um antigo edifício da baixa de Coimbra. No último andar, há duas portas. Escondem mistérios diferentes, mas ambos ligados à história da cidade. Não fosse essa uma das paixões de Eduardo Alves, 41 anos, proprietário do Brain Maze. Tirou arquitectura, mas a história sempre o cativou. Numa colaboração no Exploratório de Coimbra, quando via os módulos interativos para comunicar ciência, imaginava módulos interativos para comunicar História. Começou a idealizar formas de estabelecer essa comunicação, auxiliado por um outro fascínio de infância, as aventuras arqueológicas de Indiana Jones, “em palcos cheios de artefactos e cenários que ganhavam vida”.

Começou a idealizar possíveis modelos de jogo, antes sequer de conhecer o conceito dos escape rooms. Quando deparou com ele, numa tarde de inícios de 2015, concluiu que afinal o sonho não era assim tão abstrato, “era materializável”. Em meados desse mesmo ano, instalou a sala “Ground Zero” numa loja na Praça da República. Mas o espaço era demasiado pequeno e Eduardo já tinha um segundo jogo na cabeça. Começou a procurar alternativas e, por mero acaso, viu um anúncio de um imóvel no OLX. A visita ainda ia a meio e ele já sabia que aquele era o espaço. “Apaixonei-me pelo edifício, era perfeito para instalar o meu jogo novo e evoluir o primeiro”. E assim, numa antiga sede partidária onde outrora se debatia política, abriram-se as portas da Hostel Ignez, onde agora se debatem enigmas e segredos relacionados com uma das figuras históricas mais icónicas de Coimbra, Inês de Castro. “Esta é uma sala mais misteriosa, com mais suspense e com um desenrolo surpreendente”.

Quando investigava o tema, Eduardo ficou a saber que no túmulo de D. Pedro há uma inscrição enigmática: “A.E.AFIN.DO.MUDO”. Há várias interpretações, mas a que parece reunir mais consenso é: “Por ti vou até ao fim do mundo”. Afirma que essa expressão se coaduna com o seu processo de construção dos jogos, demorado e nem sempre linear, onde é preciso renovar constantemente ânimos. “A loucura, a teimosia de D. Pedro foram e continuam a ser inspiradoras para o projeto Brainmaze”, afirma, acrescentando logo de seguida: “Se acreditas que estás certo, que o caminho é por ali, mas terás de ir até ao fim do mundo para o conseguir, respiras fundo, tomas consciência e pões-te a caminho sem olhar para trás”.

A sua formação em arquitectura revelou-se profícua neste seu novo empreendimento. A reconversão do espaço, as passagens e configurações das salas, os detalhes artísticos, cénicos, a iluminação, tudo pormenores que Eduardo valoriza de forma exímia, “pelas sensações que posteriormente despertam”. E na própria criação dos jogos, onde relembra mesas cheias de papéis com desenhos, pesquisas, esquemas, cadeados e outros materiais, tudo reunido no epicentro de uma tempestade mental que, no final, tem de troar de forma tão precisa quanto genuína. 

Introduziu tecnologia nos seus puzzles, mas de forma balanceada. “Se for tudo muito automatizado, as pessoas perdem a sensação que são elas a dominar o processo”. Eduardo privilegia, sobretudo, o enredo. “Há uma lógica, uma sequência gradual escondida”, e confessa sentir imensa gratificação quando os participantes encontram esse “fio condutor”.
No final de cada atividade, tem de fazer um reset aos enigmas da sala. Antes, seguia uma checklist, agora já é um processo mecânico. “O jogo é quase uma família, convivemos com ele todos os dias”, afirma. “Sabemo-lo de cor”, como canta o Paulo Gonzo.

A seu ver, a procura deste tipo de actividade tem acelerado, “não é um boom, é um crescendo”. As reservas ocorrem a bom ritmo e recebe muitas visitas espontâneas, devido à sua localização numa das ruas pedonais mais transitadas por turistas na cidade.

Relembra algumas histórias caricatas, como um sexagenário australiano com ligações familiares a Coimbra, que ficou encantado com toda a envolvência histórica de “Ground Zero”. “Esteve atento a todos os detalhes, bebeu imenso do enredo, mais tarde escreveu-me, entusiasmado, a agradecer a experiência”, relembra Eduardo. Ou ainda, um casal de israelitas que, circunstancialmente, se assustaram verdadeiramente no decurso do mesmo jogo, devido a uma situação específica que não pode ser descortinada sem revelar surpresas que devem ser vividas na sala. 

Três anos decorridos, Eduardo afirma que a rentabilidade do investimento tem sido um processo gradual. “Nesta atividade o investimento de tempo é maior do que o financeiro”, sublinha, salientando que “são cada vez mais os frutos” que vai colhendo. Motivado, já pensa em semear uma nova árvore: “Estou a idealizar um terceiro jogo”.

Tourism Creative Factory - Push4tourism – Inscrições abertas até 28 de fevereiro



A Tourism Creative Factory apresenta a sua nova edição de 2018 da Push4tourism, iniciativa de aceleração que poderá ajudar na criação do seu negócio em Turismo, criada pela Rede de Escolas do Turismo de Portugal, em conjunto com a sua rede de parceiros e que disponibiliza aos futuros empreendedores as melhores práticas dos programas de aceleração de ideias de negócio na área do Turismo, adequando-as às necessidades dos micro-negócios de base local. 

Poderá contar com o apoio da Rede de Escolas do Turismo de Portugal, assim como com uma rede de formadores e mentores especializada em apoiar negócios, para implementar a sua ideia na área do turismo.

Estando a rede de Escolas do Turismo de Portugal espalhada de Norte a Sul do País, a edição de 2018 da Tourism Creative Factory terá uma implementação nacional e decorrerá, numa primeira fase, em quatro localizações (Norte, Centro, Grande Lisboa e Sul)

As candidaturas estão abertas até 28 de Fevereiro de 2018.

Mais informação

15 de fevereiro de 2018

Escape Rooms: Turismo Experiencial (des)tranca Portas no Centro


Os escape rooms são uma atividade de turismo experiencial em expansão em Portugal. 
O desígnio é simples: Cinco pessoas são trancadas numa sala e têm 60 minutos para escapar. Para conseguir, vão ter de seguir várias pistas, aceder a passagens secretas, desvendar enigmas e, acima de tudo, trabalhar em equipa. 
É uma experiência completamente imersiva, as salas são temáticas e têm uma narrativa específica que cria uma atmosfera que envolve os participantes. Turistas, grupos de amigos, famílias, festas de aniversário, despedidas de solteiro(a) e eventos de team bulding para empresas, os públicos são muito diversificados.
São vários os espaços em actividade na zona Centro do país. Por trás de cada escape room há um empreendedor que se apaixonou pela actividade e decidiu arriscar. Destrancaram-nos as suas portas e partilharam connosco as suas motivações, lutas e desígnios por trás de um investimento. 
Chamam-lhes Game Masters. A partir de amanhã, vão poder conhecer as suas histórias, numa reportagem dividida em cinco capítulos. Coimbra abre as hostilidades.

14 de fevereiro de 2018

Dormidas cresceram 14,5% em 2017 no Centro de Portugal





O INE publicou os dados preliminares relativos às dormidas em hotelaria no mês de dezembro de 2017, que evidenciam, mais uma vez, a tendência de crescimento no número de dormidas no Centro de Portugal e dos demais indicadores estatísticos estudados. No mês de dezembro registou-se um  crescimento de 11,6% no número de dormidas na região Centro de Portugal, face ao mês homólogo de 2016, e de 12,8% no que diz respeito aos proveitos totais.

No período acumulado de janeiro a dezembro de 2017, registam-se, na região Centro de Portugal, crescimentos assinaláveis de 14,5% nas dormidas (sendo o crescimento de dormidas de turistas estrangeiros de 29,5%), bem acima da média de crescimento nacional que foi de 7,4%, e de 19,4% nos proveitos globais. 

Formação Executiva em Gestão de Turismo para Empresários e Empreendedores | Leiria | 15 março



D. Dinis Business School em parceria com o Turismo do Centro de Portugal, promove em horário pós laboral, com inicio a 15 de março uma formação executiva em “Gestão de Turismo para Empresários e Empreendedores”

Esta nova edição trás consigo uma excelente novidade, o módulo de Workshop/Visita de Estudo que, tal como o nome indica, prevê a visita a diversos empreendimentos turísticos de referência na região, dando a oportunidade aos seus formandos de contactarem/trabalharem com casos práticos que espelham a realidade do setor, concedendo-lhes uma visão bastante ampla das ferramentas e oportunidades existentes para crescer e inovar no setor.

As candidaturas realizadas até dia 28 de Fevereiro beneficiarão da oferta de 20% de desconto no valor total da propina

Mais informações AQUI

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