27 de fevereiro de 2017

Concursos TCP | Empreendedorismo Finalista | Aquaconsult


Pretende-se criar um serviço centrado na optimização dos diferentes usos da água, com um equipamento de fácil montagem que monitoriza e envia a informação para servidor. A filosofia de integração do sistema de abastecimento de água da instalação considera a gestão da água em todas as áreas com as quais se possam incrementar sinergias. A gestão integrada permitirá ter uma visão global no que concerne à eficiência hídrica e energética.

O sistema terá a capacidade de reconhecer os consumos anómalos e criar alertas para os utilizadores. A fiabilidade do equipamento será o elemento diferenciador. O sistema será um guia orientador para a implementação de boas práticas.

As empresas alvo do sistema poderão obter elevados padrões de eficiência e de racionalidade no uso da água nos diferentes usos. Investir numa consciencialização do utilizador para a mudança de uma cultura do desperdício para a consciencialização do uso racional da água.

24 de fevereiro de 2017

Concursos TCP | Tese de Mestrado Finalista | Marta do Céu Rodrigues Francisco

Análise Comparativa entre o Sistema Europeu de Indicadores de Turismo para Destinos Sustentáveis e a Carta Europeia de Turismo Sustentável

Abstract

O turismo tornou-se um tema de primordial importância, na medida em que é considerado um dos impulsionadores da economia mundial. Por outro lado, pode provocar impactes na comunidade, no património cultural e no ambiente. 

Os instrumentos de gestão da sustentabilidade de destinos turísticos surgem, neste sentido, como elementos fundamentais que permitem efetuar o acompanhamento da evolução da sustentabilidade em destinos turísticos. 

Neste contexto, a monitorização de variáveis económicas, sociais, culturais e ambientais em destinos turísticos e, em particular, em áreas protegidas e classificadas, revela-se crucial para assegurar uma melhor gestão de sustentabilidade. 

O presente estudo visa comparar o Sistema Europeu de Indicadores de Turismo (ETIS) para Destinos Sustentáveis e a Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS), de forma a identificar o conjunto de indicadores de monitorização da sustentabilidade que podem ser aplicados a destinos de Turismo de Natureza e galardoados com a CETS, em concreto no território CETS do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). 

A comparação mostra que os indicadores do ETIS se encontram associados às questões e princípios da CETS. Não obstante, as temáticas segurança e saúde, igualdade do género, alterações climáticas e poluição luminosa não se encontram explícitas na CETS. No geral, os indicadores do ETIS não se encontram ilustrados, qualitativa ou quantitativamente, nas questões da CETS. A recolha de dados, para o território CETS do PNPG, não se evidencia exequível e expedita para a maior parte dos indicadores. Contudo, com a implementação do Plano de Ação do PNPG, estima-se que seja possível recolher uma percentagem elevada de informação através das ações previstas no documento referido. 

Com base nas caraterísticas do território, designadamente por se encontrar inserido numa área protegida (PNPG) e classificada (Rede Natura 2000, Reserva da Biosfera), constata-se que é pertinente a integração de grande parte dos indicadores do ETIS na CETS. Esta constatação está de acordo com o esperado, na medida em que a monitorização da sustentabilidade depende de fatores económicos, sociais, culturais e ambientais e de informação adicional relacionada com a perceção das partes interessadas (residentes, visitantes, empresas e entidades diversas). 

Palavras-Chave: Turismo Sustentável, Destinos Sustentáveis, ETIS, CETS, Turismo de Natureza.

Concursos TCP | Empreendedorismo Finalista | Turismo para Todos!


O projeto Turismo para Todos tem o intuito de criar acessibilidade para qualquer cidadão. Quebrar barreiras, arquitectónicas e comunicativas e mostrar que o Turismo é de facto para todos. Valorizando a inclusão no trabalho queremos dar preferência a pessoas com algum tipo de limitação para integração da equipa de trabalho.

A equipa terá formação em diferentes áreas específicas necessárias para a criação de um serviço e produto inclusivo e de qualidade. O objetivo é a criação de uma agência de viagens com um espaço e atendimento acessível. A par com o espaço físico é nosso objetivo a criação de uma aplicação móvel informativa para acesso a conteúdos informativos acessíveis. Assim, uma pessoa surda ou cega por exemplo, poderá consultar informação através de formatos que lhe sejam viáveis e que lhes permitam planear uma viagem sem qualquer limitação e barreira comunicativa.

Nessa mesma aplicação é pretendido dar a conhecer ao cliente qual o produto acessível já existente a nível nacional e europeu. Um projeto diferente onde o objetivo principal é inovar para informar e integrar.

23 de fevereiro de 2017

Concursos TCP | Empreendedorismo Finalista | Ecomuseu do Arroz



Enquanto instrumento de desenvolvimento, de valorização e preservação da actividade ligada à produção de arroz no Baixo Mondego, terá residência num espaço físico com exposição de todo o património ligado à actividade e visitas no território permitindo-se uma comunicação interactiva com os produtores e suas actividades. Este projecto de Ecomuseu parte de dois conceitos-metodológicos fundamentais:

“Museu do Tempo” que se localizará num conjunto de edifícios específicos, implantados em Montemor-o-Velho, que terão uma relação directa com a história desta comunidade e dos territórios envolvidos na produção de arroz.

Haverá neste local artefactos e informações que contem e mostrem a história da formação do solo destes territórios até ao ecossistema, das culturas que ali habitaram e as contribuições que tiveram para o ambiente e arquitecturas existentes, fazendo com que a comunidade, que vive e trabalha nestes territórios se sinta valorizada e representada.

“Museu do espaço” que serão os circuitos onde o visitante poderá ver o que lhe foi apresentado no Museu do Tempo, onde verá os processos, as formações geológicas, além de observar a fauna, a flora e as tradições locais.

Um componente deste Ecomuseu é a interpretação deste local como um “laboratório” na medida em que contribui para o estudo histórico e contemporâneo da comunidade e favorece a formação de especialistas de campos como arqueologia, história, sociologia, geologia e biologia, em colaboração com organizações externas de investigação; como um “conservatório” na medida em que ajuda a preservação e a valorização do património natural e cultural da comunidade; e uma “escola” como local que estuda e protege a comunidade, ajudando-a a compreender melhor os problemas do seu próprio futuro.


22 de fevereiro de 2017

Concursos TCP | Tese de Mestrado Finalista | André Inácio Teixeira Pedrosa

Definição de percursos turísticos cicláveis na Região de Aveiro com recurso aos sistemas de informação geográfica

Abstract

A bicicleta é um modo de transporte importante e com uma longa tradição na Região de Aveiro, e tem sido uma das apostas das entidades locais ao longo dos anos. No entanto, apesar da existência de um conjunto significativo de vias cicláveis na região, deteta-se ainda a falta de iniciativas relacionadas com o turismo ciclável à escala supramunicipal. Neste sentido, é importante a definição de percursos turísticos cicláveis intermunicipais para esta Região, sendo o principal objetivo deste projeto a sua identificação. 

Para isso, foi efetuada uma revisão da literatura acerca do turismo ciclável e dos sistemas de informação geográfica, assim como foi feita uma caracterização geral da Região de Aveiro. 

Em termos metodológicos, numa primeira fase foram definidos os pontos de interesse a incluir em cada um dos percursos, tendo em consideração os instrumentos de gestão territorial e a estratégia de cada um dos municípios da Região de Aveiro. Para definir o trajeto ideal através dos pontos de interesse selecionados recorreu-se aos sistemas de informação geográfica. Para tal, foram utilizados critérios que influenciam a experiência do turista ciclável, como o comprimento, o declive, o limite de velocidade e a capacidade da via, assim como a paisagem e a distância às zonas industriais. Nesse processo foi utilizada a extensão Network Analyst do software ArcGIS. 

O resultado são dez percursos curtos, seis médios e quatro longos, que permitem aos vários segmentos de mercado visitar os pontos de interesse e conhecer a Região de Aveiro de uma forma sustentável, em termos económicos, sociais e ambientais. 

Os percursos cicláveis definidos podem ser aproveitados pela CIRA na promoção da bicicleta e do turismo na região. Além disso, o trabalho desenvolvido pode ser utilizado no planeamento da mobilidade ciclável nos municípios na Região de Aveiro, e, ainda, reproduzido noutros territórios interessados nestas questões. As entidades privadas beneficiam com a promoção do seu território ou com a possibilidade de explorar este serviço. 

Palavras-chave:
Percursos cicláveis; Turismo ciclável; Turismo; Sistemas de informação geográfica; Região de Aveiro;

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